domingo, 23 de abril de 2017

A cada lagrima de desespero que engulo eu percebo que não estou sozinha nesse mundo de problemas mentais, é quase impossível desabafar porque tudo que toco parece ser de cristal, as emoções estão cada vez mais a flor da pele, parece que os dias são contados a cada ser humano existente neste 2017, que ano assustador! Por muitas noites a garganta parece fechar, mas a mente tenta se manter intacta, lembrando de músicas que se tocam em salas de estar, porque podem clarear a escuridão. E parece ser normal me deparar com uma tela branca sem palavras para digitar neste texto incoerente, mas muito pertinente.To cansada de me preocupar com o mundo, de me preocupar com as pessoas, de me preocupar com meu traço, de me preocupar com meu futuro, de me preocupar com o ato, de me preocupar com o território, to cansada de questionar, questionar o próximo, me questionar! To cansada do meu maior amor, nunca imaginei que duas empenas rosas poderiam me magoar assim, mas toda essa situação me partiu em tantos pedaços que até me preocupo com a fundação, será que fiz ela de vidro?

terça-feira, 18 de abril de 2017

"Eu vi Deus e ele era uma mulher preta"

Lutar por algo que não faz parte do seu cotidiano deve realmente ser fora do comum, a vontade de ajudar além de uma tela de LCD ou de um papel sujo de grafite 0.7 pulsa a todo momento, mesmo naqueles dias mais inconvenientes, quando estamos sensíveis e queremos apenas um ombro amigo ou um abraço maternal. São esses dias que pegam a gente de jeito, que nos mostram que a luta pelo próximo também é sua, não é mesmo? A três anos e meio minha respiração tem sido parte de um lápis e um papel, do tentar ajudar, do tentar entender, do não se conformar de ter e o outro não, das oportunidades e da vontade de fazer diferente. E venho percebido que essa luta começa por mim mesma, em aceitar que posso ser resistência, ser mais do que um grafite de ponta fraca e seca, sempre gostei mesmo de grafite integral. Essa luta interna de auto reconhecimento é como um nado contra a correnteza, porque não importa a quantidade de força que você faça para avançar, alguns pensamentos te levam para o outro sentido, e toda essa loucura interna de si mesma é realmente irritante, você quer ser luta, mas luta por não ser porque sabe que ser é realmente muito difícil. Mas deve ser um sentimento humano não é mesmo, somos seres medrosos, prontos para acreditar que ser individual é melhor que ser coletivo, que amar a si mesmo é mais importante que amar a todos, que lutar por sonhos individuais é realmente muito mais recompensador do que interessar-se por sonhos em conjunto! Hoje eu vi pessoas que lutam pelo bem mais importante da nossa vida: a moradia. Não é assim tão simples quanto parece, vivo escutando da boca de professores o quanto a causa é grande, o quanto precisamos entender sobre o assunto, afinal, arquitetura é moradia! Eu sou moradia e você também! O ponto é que vi gente que tem uma laje apoiada em pilar com algum tipo de estrutura lutando por pessoas que não tem, seres humanos como nós, com sentimentos fortes e sonhos coletivos, que derrubam lágrimas tão doloridas quanto aquelas que fingimos não existir na luz apagada de nosso aconchego. Essas pessoas existem, e eu quero ser forte como elas.

sábado, 1 de abril de 2017

As vezes me vem essa sensação tão comum, e eu sinto que não é coisa pouca, sei que não to ficando louca, ou estou? Seria uma tristeza descobrir que estou certa, e sempre é no fim. Lidar com frustrações é sempre muito complicado, não sei lidar é bem simples. Primeiro vem aquela vontade de ser quem sou quando não sinto sentimentos, só existir e fazer o que sei fazer de melhor, em segundo bate aquela tristeza do vazio que vou sentir e de todas as coisas boas que estive cultivando, logo depois de tudo isso me bate a raiva, a inconsequência de sempre, a vontade de abrir mão de tudo pra não sentir isso, e eu sei fazer isso bem. Ou talvez não, só finjo que sei, porque ignorar é mais fácil. Mas infelizmente não sei onde colocar essa raiva toda, queria muito bem sair andando pelas ruas para pensar, ir numa praça e viajar na quantidade de arvores, estar com a natureza sempre me acalma, só que essa noite está tão gelada quanto meus sentimentos, o vento chega a doer de tão rápido que está e ele trás tudo isso que to sentindo, sair seria perigoso, mas acho que é disso que preciso para me livrar de sentimentos ruins assim. Talvez eu realmente seja um ser em inconstante, um carneiro selvagem que acabou de vir ao mundo, cheio de incertezas e que precisa amadurecer muito! Sei que sou! Mas é só mais uma noite fria de todas as maneiras possíveis, em um primeiro de Abril sem muita graça por não me acostumar comigo mesma, a ser sozinha e intensa de sentimentos.