quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A outra parte do presente que não foi entregue

A primeira lembrança que tenho em minha mente é você sozinho numa mesa de bar levantando sem jeito pelo nosso convite de sentar com a gente derramando o litro de cerveja inteiro em você, obviamente não deixaria que fosse para outro continente sem ter a certeza que levaria alguma proteção contigo. Não que você precise de muita proteção, porque se tem uma pessoa que sabe se virar na vida é você, mas a gente é brodinho e quando se cria uma relação assim não tem como não se preocupar, principalmente quando sabemos o tamanho do coração que atravessou o oceano em seu peito.
Sempre acreditei que cada objeto que carregamos em nossa vida leva um pedaço da gente, o seu presente é uma fita do Nosso Senhor do Bonfim, eu ganhei durante o ENEA Sampa no ano passado e pendurei no meu quarto, não sei porque não quis usar os três pedidos, acho que os seus serão melhores que os meus. Queria que levasse algo cheio de significados brasileiros, da nossa cultura e desde o início quando me perguntei o que deixaria com você, tinha certeza de que uma parte do que pensaria iria incluir a fita.
Espero infinitamente que de alguma forma esse presente singelo tenha levado um pouco da sorte e carinho que desejo a você. Sorte para conseguir encontrar pessoas incríveis que te façam rir e sejam bons companheiros de bar. Sorte para que aprenda em cada experiência única que tiver aí. Sorte para que estude bastante e melhore seus conhecimentos para crescer como ser humano.
Carinho para quando se sentir só saber que sempre vai ter uma amiga que torce pelo seu bem. Carinho para quando ficar frio você não se sentir desamparado. E carinho de novo, por todo o cuidado que você tem com aqueles ao seu redor, por todo abraço que vou sentir falta, por ser o amigo soneca mais compreensível!
Obrigada Faubo, por tudo, você é uma pessoa incrível, ganhe o mundo e volte porque companheiros bons de bar a gente não acha todo dia! Vou sentir saudades.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Talvez o mínimo seja pouco para mim;

A voz chega mansa no meio da tarde, vem sorrateira e se esconde atras do seu tímpano, mas sabe bem o momento correto de dizer que você não é capaz. Não é capaz de seguir adiante. E você se rende as vezes, deita no travesseiro em meio as lembranças e cai no conto da nostalgia. Mas o mundo é feito de sensações presentes, de proposições futuras, o mundo não é um substituto para o novo cd de um dos seus cantores favoritos. O mundo é mundo e ponto. Se você aceitar viver na nostalgia ira esquecer do brilho do sol entre as folhas e do tamanho da importância que estes exercem. Entretanto a mente vaga a procura de uma lembrança confortável, que faça rir só com a imagem construída em tons rosas e laranjas, seu corpo clama por um engradado de bebida, sua falta de nicotina grita para deixar seus nervos no lugar. E todos esses acontecimentos teimam em fazer parte do seu cotidiano porque a voz ainda persegue sua presa. Eu mesma. Você mesmo! Sabe o que deve ser feito quando ela chegar de mansinho? Mergulhe sua cabeça embaixo d'água até que o único som ouvido seja a água caindo pelo seu corpo. Porque no fim eu só quero que essa voz VÁ SE FUDER!

terça-feira, 18 de julho de 2017

texto interrompido por uma boa conversa

Já esteve sentado em uma mesa cheia de pessoas e se sentiu sozinho? Sentiu como se tivessem tirado sua aura do lugar e levado ela pra longe? Você continua sorrindo e todo mundo ama quando você sorri, e você sabe que todo mundo ali ama te ver sorrir, por isso você finge que seus olhos não estão marejados. É como uma sensação antiga, de quando andava no corredor com todas as luzes apagadas, é a sensação de querer gritar mas não poder acordar seus pais. E como tudo isso é uma droga! É uma droga ser dependente das pessoas ao seu redor, é uma droga guardar todos seus sentimentos porque pessoas queridas não conseguem te ouvir. Porque esse mundo é doente. Porque todo mundo é doente! Doente Mental. Eu odeio incansavelmente o que minha mente faz comigo. Porque eu não sou boa suficiente. Porque eu não sou amiga suficiente. Porque eu não sou apaixonantemente suficiente. Porque eu sou fingida. Porque eu sou mentirosa. Porque eu sou traidora. Porque sou péssima filha!

E no fundo cada um sabe realmente o que é. Eu sou tudo isso, eu sei que sou. Mas as vezes alguém pousa do nada e vem te dizer que você também é "maneira"... então pensei: será que isso é suficiente?

domingo, 9 de julho de 2017

Por mais dias, porque a hora já foi.

Foi com a inspiração daquele que me ensinou tantos outros amores que percebi que precisava escrever. Escrever sobre alguém. Escrever sobre o sentimento para com esse alguém. Escrever para deixar ir. Escrever para não sucumbir em meio a tanto querer sem poder. Porque afinal escrever me faz esquecer o medo. O seu medo e o meu medo. O medo que blinda o ser humano, o medo que te faz recuar antes de saber se isso pode ou não te machucar. O mesmo medo que inconscientemente você me afastou. O mesmo medo que conscientemente eu quero te afastar. Medo que é fruto do passado, mas que pensa no futuro. Medo que nos faz esquecer que essa vida é só uma e que não precisamos temer quem nos faz bem. Alias a vida é simples não? E sobre simplicidade a gente entende, e como entende. A gente se entende no fim das contas, porque explicar sobre a vida é parte do cotidiano. Eu te escuto. Você me escuta. Ninguém se julga. E eu acho que falo porque a primeira vez que toquei em sua mão eu vi amarelo. E não consegui esconder de você o que o amarelo significava. E depois daí eu pude ser eu, de todas as maneiras possíveis. Pude ser um olhar despreocupado e uma brisa leve que seguia sem amarras, uma brisa livre. E por ser livre que me apaixonei. Você não entende o porque, mas eu te explico: porque a simplicidade e liberdade me encantam! Mas sentir é complicado, sentir de longe é mais complicado ainda, sentir quando a outra pessoa não quer sentir é ainda mais difícil. Só que a vida é um grande Jair que gostava da Vera que gostava do Antonio, mas que pode virar um Jair que gostava da Vera e da Vera que gostava do Jair de um ano para o outro. O que quero dizer com tudo isso é que não vou colocar esse sentimento em um potinho e esperar que você possa sentir algo, ele vai existir por tempo indeterminado, ele pode existir até o fim do ano como se esvair no mês que vem. O que quero dizer é que enquanto eu senti-lo vou cuidar com muito carinho porque o caminho que esse sentimento trilhou foi simples e livre, foi encantador. E tudo bem se daqui alguns anos eu entrar num bar e lembrar do final de La La Land quando ver seu rosto. Porque no fim nos dois sabemos que foi importante. Importante para mim. Importante pra você. Obrigada.

domingo, 23 de abril de 2017

A cada lagrima de desespero que engulo eu percebo que não estou sozinha nesse mundo de problemas mentais, é quase impossível desabafar porque tudo que toco parece ser de cristal, as emoções estão cada vez mais a flor da pele, parece que os dias são contados a cada ser humano existente neste 2017, que ano assustador! Por muitas noites a garganta parece fechar, mas a mente tenta se manter intacta, lembrando de músicas que se tocam em salas de estar, porque podem clarear a escuridão. E parece ser normal me deparar com uma tela branca sem palavras para digitar neste texto incoerente, mas muito pertinente.To cansada de me preocupar com o mundo, de me preocupar com as pessoas, de me preocupar com meu traço, de me preocupar com meu futuro, de me preocupar com o ato, de me preocupar com o território, to cansada de questionar, questionar o próximo, me questionar! To cansada do meu maior amor, nunca imaginei que duas empenas rosas poderiam me magoar assim, mas toda essa situação me partiu em tantos pedaços que até me preocupo com a fundação, será que fiz ela de vidro?

terça-feira, 18 de abril de 2017

"Eu vi Deus e ele era uma mulher preta"

Lutar por algo que não faz parte do seu cotidiano deve realmente ser fora do comum, a vontade de ajudar além de uma tela de LCD ou de um papel sujo de grafite 0.7 pulsa a todo momento, mesmo naqueles dias mais inconvenientes, quando estamos sensíveis e queremos apenas um ombro amigo ou um abraço maternal. São esses dias que pegam a gente de jeito, que nos mostram que a luta pelo próximo também é sua, não é mesmo? A três anos e meio minha respiração tem sido parte de um lápis e um papel, do tentar ajudar, do tentar entender, do não se conformar de ter e o outro não, das oportunidades e da vontade de fazer diferente. E venho percebido que essa luta começa por mim mesma, em aceitar que posso ser resistência, ser mais do que um grafite de ponta fraca e seca, sempre gostei mesmo de grafite integral. Essa luta interna de auto reconhecimento é como um nado contra a correnteza, porque não importa a quantidade de força que você faça para avançar, alguns pensamentos te levam para o outro sentido, e toda essa loucura interna de si mesma é realmente irritante, você quer ser luta, mas luta por não ser porque sabe que ser é realmente muito difícil. Mas deve ser um sentimento humano não é mesmo, somos seres medrosos, prontos para acreditar que ser individual é melhor que ser coletivo, que amar a si mesmo é mais importante que amar a todos, que lutar por sonhos individuais é realmente muito mais recompensador do que interessar-se por sonhos em conjunto! Hoje eu vi pessoas que lutam pelo bem mais importante da nossa vida: a moradia. Não é assim tão simples quanto parece, vivo escutando da boca de professores o quanto a causa é grande, o quanto precisamos entender sobre o assunto, afinal, arquitetura é moradia! Eu sou moradia e você também! O ponto é que vi gente que tem uma laje apoiada em pilar com algum tipo de estrutura lutando por pessoas que não tem, seres humanos como nós, com sentimentos fortes e sonhos coletivos, que derrubam lágrimas tão doloridas quanto aquelas que fingimos não existir na luz apagada de nosso aconchego. Essas pessoas existem, e eu quero ser forte como elas.

sábado, 1 de abril de 2017

As vezes me vem essa sensação tão comum, e eu sinto que não é coisa pouca, sei que não to ficando louca, ou estou? Seria uma tristeza descobrir que estou certa, e sempre é no fim. Lidar com frustrações é sempre muito complicado, não sei lidar é bem simples. Primeiro vem aquela vontade de ser quem sou quando não sinto sentimentos, só existir e fazer o que sei fazer de melhor, em segundo bate aquela tristeza do vazio que vou sentir e de todas as coisas boas que estive cultivando, logo depois de tudo isso me bate a raiva, a inconsequência de sempre, a vontade de abrir mão de tudo pra não sentir isso, e eu sei fazer isso bem. Ou talvez não, só finjo que sei, porque ignorar é mais fácil. Mas infelizmente não sei onde colocar essa raiva toda, queria muito bem sair andando pelas ruas para pensar, ir numa praça e viajar na quantidade de arvores, estar com a natureza sempre me acalma, só que essa noite está tão gelada quanto meus sentimentos, o vento chega a doer de tão rápido que está e ele trás tudo isso que to sentindo, sair seria perigoso, mas acho que é disso que preciso para me livrar de sentimentos ruins assim. Talvez eu realmente seja um ser em inconstante, um carneiro selvagem que acabou de vir ao mundo, cheio de incertezas e que precisa amadurecer muito! Sei que sou! Mas é só mais uma noite fria de todas as maneiras possíveis, em um primeiro de Abril sem muita graça por não me acostumar comigo mesma, a ser sozinha e intensa de sentimentos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

porque dezenove ainda não é vinte

e como a palavra odiar pode ter outros sentidos. acho que escuta-la deve ser um tanto perturbador, mas quando eu penso no que ultimamente tenho sentido, ela me parece ser a palavra da definição de tudo isso que guardo dentro do meu peito. fica difícil definir o quanto eu odeio certas coisas. como eu odeio o fato de você vir conversar comigo. como eu odeio que você seja tão atencioso. como eu odeio o quanto você não liga em escutar minhas ideias e loucuras. como eu odeio a quantidade de asas que sobem no meu estomago antes de te ver. como eu odeio poder conversar de assuntos que ninguém nunca deu atenção. como eu odeio que seu toque tenha me afetado tanto. como eu odeio que sua energia tenha tantos significados. como eu odeio o fato de você descrever uma noite da maneira mais linda que já vi na minha vida. como eu odeio o fato de gostar da palavra linda quando vem de você. como eu odeio querer tanto te ver. como eu odeio quando você diz que sou a paz em pessoa. como eu odeio ficar até as cinco da manhã conversando sem parar. como eu odeio o quanto você gosta de zumbis. como eu odeio ver uma beleza que extrapola limites em você. como eu odeio esse coração lindo que você tem. como eu odeio toda a sinceridade que me passa. como eu odeio que seus braços fechem com facilidade minhas costas. como eu odeio o quanto você me lembra um urso.  como eu odeio ter medo de te contar tudo isso porque a grande verdade é que a palavra odeio aqui não tem significado nenhum. como eu odeio viver num mundo que demonstrar seus sentimentos é uma fraqueza. então... como eu odeio ser fraca!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sem titulo

Tenho medo, medo de ter machucado sentimentos que não são meus, coração que não é meu! Coração que habitei por tanto tempo! Só queria ter certeza se tudo está do jeito que deveria estar: bem! Me preocupar foi o melhor que pude, mas talvez essa preocupação tenha demonstrado gelo, mas meu coração não é de gelo, a verdade é que ele bate por muitas coisas, não bate mais pelas mesmas coisas que o outro batia, mas a vida é assim... as coisas mudam, as pessoas mudam, e ainda bem que estou inclusa neste ciclo! Só queria que não existissem mágoas, mágoas do meu coração, mágoas de outro coração! Quero que as energias estejam bem, em locais diferentes e bem guardadas, porque a preocupação é a mesma de sempre. Obrigada pelo crescimento. Desculpe minha ida antiga, porque a real anda aqui, bem firme. Certas coisas não se entendem, os traços são realizados por um motivo, é só que um dia sua lapiseira vai se encontrar com algum traço parecido com o teu. Espero que esteja tudo bem! Gratidão.