segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Gratidão de um coração!

Se eu pudesse te descrever acho que seria como uma aquarela, não porque eu gosto de tingir o papel com uma tinta aguada, mas sim porque ela pode ser tão infinita quanto você é! As cores se tingem conforme o contato com a água e sabe o que mais me lembra você? O fato dela se adaptar com cores diferentes e gerar uma nova cheia de vida, sem receio, apenas pronta para aceitar aquilo que tem a oferecer. E tamanha é essa infinitude que a paleta de cores só cresce, suas atitudes são como essas tintas que com toda graça e simplicidade vão tornando o traço mais rico por onde passa! E é cada tom que podemos alcançar com essa tal de aquarela, eu diria que a tonalidade que me contagia tinge almas e ela é feita de um vermelho tão rosado quanto o por do sol que admiramos numa tarde no nosso ponto preferido que vem seguida de um amarelo tão quente quanto a luz de um preto veio! Se pudesse te descrever o que minha alma sente ao lado da sua, acho que teria sensação do vermelho cereja e do amarelo girafa, com toda certeza! Amo o fato de que a aquarela pode ser tão humana quanto você, amo mais ainda o fato de tentar expressar essa humanidade para alguém que invadiu meu coração com cores tão intensas e tão verdadeiras, com cores mutantezinhas que cada dia trazem uma sensação nova. Que toda essa água que transforma possa ser a cachoeira que tanto precisamos nesse seu dia, porque afinal essa aquarela nunca vai secar! Que essa correnteza traga novas experiências e lutas, porque afinal a sua força é rica demais! Que saiba que não importa o que ou onde, eu nunca vou me esquecer de você, porque afinal, amar é uma virtude e sou muito grata por amar você.

Feliz Cirandacosmisário Lis!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Até um barco precisa de um lugar.

É como uma onda do mar quebrando, você me faz sentir cheiro de oceano! Aquela tranquilidade que só tenho quando entro numa mata fechada, quando toco a natureza e sei que sou apenas eu! Nunca imaginei que alguém pudesse me fazer sentir assim, seu sorriso é cheio de toda a graça que a natureza me trás e seu abraço parece durar horas de tranquilidade. É um dom né, tenho certeza que é! Já te disse isso! E no fim de tudo pareço um animal selvagem fugindo do novo, me aventurando em outros mil braços pra não aceitar o que realmente sinto, porque meu coração sabe que toda essa brisa que você me dá pode ser gelada demais ou ser tão azul quanto seu mar escondido entre as palavras de um rapper. E espero mesmo que toda essa confusão vá se diluir ao ver o mar quebrando de novo, na frente da areia, sozinha, escutando aquilo que mais te lembra no lugar em que me orientou ir, porque mesmo que vá doer, eu não vou fingir não, vou seguir em frente e dar o melhor de mim para que todo esse coração não vá embora, estou feliz em saber que ainda sou gente. Gente que sente além do social, foi o melhor presente que poderia ganhar nesse fim de ano. Obrigada

sábado, 22 de outubro de 2016

Você já foi tocado por uma criança?

Foi como uma manhã bem amarelada de nascer do sol, com uma cor laranja inesperada. Esses tons passavam de uma cor a outra rapidamente conforme as crianças apareciam. E foi assim como o inesperado, sem muita cerimonia, porque não é preciso essa tal coisa para a inocência, ela é arrebatadora e brilha como os dentes separados de cada uma delas. Pouco a pouco uma parte de mim foi ficando preenchida, acho que é parte da tal humanidade que em grande parte do tempo deixamos de lado para satisfazer nossas próprias individualidades. E foi na simplicidade de cada atenção pedida que me derreti por aqueles olhos carentes, pela necessidade da presença de um estranho em sua vida, estranho esse que parece ser mais estranho ao se nomear assim, já que somos tão próximos no sentido humano da vida, somos seres idênticos não é? Cada um com sua característica mas ainda sim muito parecido internamente, mesmos ossos, mesmos músculos!
E mesmo diante de tantas coincidências ainda encontramos abismos tão grandes, porque as necessidades são muitas, os desejos então nem se falam. E mesmo que uma história de índio não seja ouvida de todo coração, os desenhos saem de todo corpo, doado para você! E depois de muitos anos te perguntam qual sua cor favorita só para poder te agradar, roxo foi tão aleatório quanto minha falta de jeito de entender o que se passava, fico feliz em saber que o roxo coube bem naquelas linhas tortinhas feitas por mãos tão pequenas e dedicadas. Em momentos como esse percebemos como a presença pode ser tão sensacional para o próximo quando vemos um avião de papel planar depois de ser jogada por um sorriso extravagante em felicidade por ter aprendido uma dobradura tão simples.
Pouco a pouco tudo começou a colorir-se, como a linha que levamos para ensina-los a importância das conexões entre amigos, mesma linha que fez anéis, pulseiras e colares para todos, porque um coração dócil decidiu dividir suas habilidades com todos. Ter meu dedo preenchido por aquela linha e uma borboleta de plástico foi um dos momentos mais significativos do meu dia, foi como sentir novamente uma cor diferente misturando-se com a minha. 
As divagações foram tantas ou maiores que meu cansaço depois de um pega pega corrente, é impossível viver todos esses momentos e não perguntar-se o que fazer para inserir esses olhares em sua profissão, pensar na cidade é uma responsabilidade enorme, precisamos desse tipo de cor dentre as ruas, durante sua caminhada matinal, enquanto passeia com seu cachorro, para brincar com nossos filhos, PRECISAMOS DE COR!
Para que quando receba uma flor lilás de um rosto envergonhado e cheio de carinho você não sinta vontade de chorar na frente de uma criança. Tenho certeza de que plantaremos juntos uma horta linda, mas não tenho duvida alguma de que a terra que será plantada com sementes diversas, essa terra, será a nossa.

sorrisos. três rosas e um anel foi o saldo final desse dia. Que dia!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

hoje é, não é?

Hoje é um daqueles dias que não tá fácil segurar o aperto que existe dentro do peito, ele nem ao menos faz algum sentido. E é esse desconhecimento que me intriga tanto, quero entender mais sobre minha própria espiritualidade, mas fica difícil enquanto minhas prioridades não são: eu mesma. E ca estou preocupada com o próximo, porque tenho medo das pessoas perdidas, quero que elas encontrem-se, porque eu realmente confio no que se diz: Ainda há tempo. Então eu repito três vezes em minha mente: Tranquilidade. Há espera de que esse sentimento se esvaia, mas como disse, hoje é um daqueles dias difíceis. E ainda por cima, chove. E pra mim dias chuvosos não me aquecem. Esse é um daqueles dias que não queria consolar, queria receber um abraço bem forte e tentar entender minhas próprias mudanças.
Mas dentre todas as certezas, a que eu concluo é que dias como esse, são feitos para nos fortalecer, é hora de entender que muitas pessoas adoecem e nossa fortaleza está em nosso próprio pensamento. O mundo parece perder-se em meio a energias isoladas e tão carregadas negativamente e se a cada momento de fraqueza deixar que essas energias tomem conta, só tendemos a encontrar um abismo intransponível. É e tão fácil quanto a água que desce na correnteza, seguir uma onda de energia desarticulada, em um mundo que os caminhos tornam-se mais tortuosos, na qual o ódio prevalece a sentimentos comunitários é realmente difícil acreditar em frequências de energia que nos conectam. Só que o trilho que leva os momentos mais alegres está ali, pronto para gerar novas bolinhas de cristal que brilham, e esse texto mais parece um divertidamente, uma mistura de sentimentos, que nem ao menos sei lidar. Obrigada palavras, vocês me fizeram muito bem hoje, como sempre!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

É um querer mais que bem querer

Se o dom fosse algo subjetivo ele teria cheiro de grafite para mim, um grafite bem gasto, que lapida paralelepípedos brutos. E o paralelepípedo por si só torna-se algo vivo, um ambiente perpetuo até que se prove o contrário ou que se destrua. Então o grafite traz de fora do perímetro de área quadrada e extrapola para o externo e assim modifica-se. Agora mais verdadeiro e real, próximo a tudo que o cerca e nem um pouco alheio, ele torna-se espaço. 

E espaço diga-se de passagem precisa de muita analise para ser espaço, senão é um simples quadrado de preenchimentos -ou não preenchimentos- um vazio mal aproveitado que não contribui. E é nessa parte que eu amo deslizar esse grafite que traz um pouquinho de brisa no deserto, é neste momento que podemos aquarelar com a nossa cor, de maneira quente, ou de maneira fria, mas sempre muito concisa! 

E é nesse grafite de ponta tão fina que chega a virar cerdas sintéticas de vez em quando que eu coloco minhas mãos e tento da maneira mais livre e presa as pessoas desenhar meus princípios. Sempre muito íntegros, sociais e conscientes. Sempre intermináveis e ansiosos. Sempre muito saudosos para com um moderno concreto que transforma-se em um contemporâneo de barro.

E por ultimo, esse grafite não almeja grandeza, não almeja ser conhecido e aclamado pelo traço perfeito. Ele quer ser visto pela quantidade de linhas erradas, pelas horas de conversas que renderam traços tortos. Ele quer ser nada menos que uma linha curva, que no fim nada mais é que um ponto que saiu de uma pedra, e esta por vez que saiu de quem mais importa. a natureza.

sábado, 18 de junho de 2016

you don't have to say I do...

Queria entender porque o mundo está tão revirado, todos nós constantemente nos perdemos entre pensamentos, isto é fato, só analise o olhar de quem está a seu redor!

Sou uma criança perdida também, brincando em um canavial lindo, com a vista mais bonita da cidade. Brincando sozinha. Sendo eu mesma enquanto ao longe avisto a cidade acontecer. Eu sei que o por do sol está chegando e a hora de voltar para minha realidade também, por isso brinco sem me importar com a solidão. Sem me importar com julgamentos. Sei que o verde a meu redor me respeita e eu o respeito, isso é tudo que preciso neste momento. Rodopio alegremente, e apesar de estar feliz sinto que em meu peito um vazio ainda precisa ser preenchido, mas tenho medo. Medo de que possam não me aceitar. Então caio de um voo bem alto, longe do meu canavial protegido, minha essência desce para a sala de aula, entre as duas empenas que representam meu amado por do sol. Aquele que colore meus dias, mas que lembra de que preciso me decidir, porque o tempo passa a todo segundo. E cada segundo que passa é a chegada de um minuto sem preencher esse vazio.

O desconforto permanece, porque agora admiti a mim mesma o que sinto. Descobri que de alguma forma você preenche. Não sei se da maneira certa. Mas preenche. Queria ter a coragem e dizer as palavras certas, mas tenho certeza que preciso ser ouvida no momento exato, e este não é o momento. O momento de agora é o de nos enganar. Me enganar que não sinto nada para fingir que não me machuco a cada dia que passa. Porque essa é a bolha que este mundo criou, essa é a cidade que eu avisto lá de longe do canavial, a cidade que não me deixa demonstrar meus sentimentos. Não entendo porque sentir hoje é tão difícil, porque quero tanto negar meus próprios sentimentos!

Sou um ser incompleto, em uma cidade que escolhe não ser sentimental, mas que quando releva a musica certa, todos aplaudem, porque podem por um minuto ser essência. Então todos nos ficamos ansiosos por escutar a melodia certa, mesmo que ela dure pouco tempo. Quero ser mais que espera. Quero ser uma melodia constante. Quero rodopios com saias esvoaçantes. Quero sentir melodias chocando-se!

E no fim de todos os quereres, quero poder lhe escrever um convite, a um canavial calmo, com a minha melodia, não quero que toque a mesma melodia ou que contagie-se por ela, mas quero que saiba que faz parte dela, porque ser parte do outro, nada mais é do que uma melodia humana.

Minha melodia humana contém liberdade e a liberdade de ser verdadeira é permitida neste canavial.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Complicado e estranho

Como cheguei a essa situação? Novamente no escuro perdidamente apaixonada por algo que não está a meu alcance, me vejo parada em frente ao mesmo corredor, com os mesmos anseios porque quem eu tanto desejava que aparecesse entre meu corredor preto, finalmente apareceu.
Mas ainda inalcançável, problematicamente indisponível para me tirar de suas paredes enegrecidas com a escuridão. Me pergunto porque existem situações com as quais não podemos prevenir diante do que já conhecemos, sei bem onde esse corredor vai me levar, mas não imaginava que a espera fizesse a luz ser tão inacessível.
Mas a paciência é uma virtude certo? Entender o valor dos sentimentos, da abnegação é necessário para todo ser humano. Quero ver o crescimento dos sentimentos e não importa quanto tempo demore, sei que as paredes do corredor vão ser tingidas com a cor correta na hora certa.
Enquanto isso o corredor continuará como sempre esteve, a deriva, mas, não mais na incessante procura, apenas a espera de um novo tipo de iluminação.
Talvez seja uma situação complicada ou talvez seja só estranha, mas não é nada menos do que os sentimentos de uma pessoa verdadeira.

"Well there's something I never told you about that night
What didn't you tell me?
While you were sitting in the backseat smoking a cigarette
You thought was gonna be your last
I was falling deep, deeply in love with you
And I never told til just now"