domingo, 18 de outubro de 2015

Brisa

As vezes a saudade bate como uma brisa leve, desimpedida que te pega de surpresa em meio a tantos edifícios na cidade. E então você se lembra dela, da natureza, esquecida em seus pensamentos, reprimida em pequenos espaços vazios, sem muito uso, sem muita força. Que coisa! É tanta vitalidade e como podemos nos esquecer dela? Ela quer ser mais, quer mostrar a cidade que veio antes dela, quer crescer suas raízes e deixar clara sua longevidade. E é por mais espaço para ela que escrevo, por mais espaços silenciosos, por mais brisas que tragam cheiro de terra, por mais cantorias de pássaros do que buzinas de carros.

Quero mais Itamambuca, quero poder me perder de novo olhando a paisagem completamente verde e sentir que a natureza toca mais do que muita gente, porque falta aquela energia da fogueira queimando, da onda quebrando, do branco da espuma se dissipando, do céu estrelado e infinito que se confunde na imensidão do mar. E essa energia muda pensamentos, acalma tormentos e liberta. Nossa...como liberta! E é por isso que acredito que o renovar está totalmente ligado a um reconectar-se com ela.