quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Minha visão sobre as cotas

É tão corrosivo ouvir pessoas falarem sobre as cotas, são opiniões distintas, algumas errôneas e preconceituosas, outras sonhadoras. Senti vontade de dar a minha opinião sobre esse assunto no quesito de cotas sociais e não raciais. Historicamente, o Brasil enfrenta um problema que é praticamente uma doença dentro da sociedade, a educação de base. É um pilar fragilizado, que o governo não quer sustentar da devida forma e usa as cotas para tapar as rachaduras que não se sessam em abrir. É óbvio que essa medida não contribui da melhor maneira possível, pois o pilar tá ali, ele existe, mas não passa uma real segurança para quem habita o local.

O caso é que na realidade o país precisa investir no início do problema, porque não dá pra correr sem aprender a andar, porém essa medida não é de todo mal, eu como ex-aluna de escola pública, sei muito bem da deficiência do ensino. A maioria dos professores são despreparados, a escola não possui infraestrutura, os alunos não tem empenho em aprender. É como falar sem ser ouvido. É como querer ouvir em um show no rock in rio. Agora, como uma pessoa que vive tudo isso pode ter oportunidade em entrar em uma faculdade pública (que teoricamente seria para pessoas que não podem pagar o ensino particular), competindo com pessoas advindas de escolas particulares, que preparam seus alunos desde o ensino fundamental?

É difícil um aluno de escola publica olhar para essa desigualdade e sentir-se capaz de entrar em medicina na USP. A cota tornou-se o Messias desses alunos, que batalham para diminuir uma diferença de anos de aprendizado. Entretanto, é triste ler que o ensino nas faculdade publicas vai cair absurdamente por culpa dos cotistas, como se nós não tivéssemos capacidade de acompanhar o ensino. Muita coisa entra em jogo, eu sou cotista e não é por isso que não estudo, pelo contrário, estudo muito. Talvez esse nível realmente caia, porque nem todo mundo tem o mesmo empenho, mas ninguém pode julgar algo que nem entrou no tabuleiro, não dá pra saber quem vai ganhar antes de ouvir o xeque-mate.


Descanse em paz Niemeyer :)

domingo, 2 de setembro de 2012

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Há momentos na vida em que tudo parece remar contra maré e são milhares as situações capazes de desmotivar, transtornar, entristecer. As vezes, não é necessário um elemento externo, porque o nosso pior inimigo somos nós mesmos. Nossa mente é capaz de criar incapacidades, imagens distorcidas, interpretações erradas e pior do que isso, esquecer uma a uma as boas lembranças.

Muitas pessoas irão pensar que isso é algo idiota e fácil de se resolver, mas sinceramente, não é tão fácil quando isso acontece dentro de você. Esse é um ciclo vicioso que não se interrompe de uma hora para outra, não quando acreditamos nas verdades inventadas que criamos. Não enquanto nos colocamos como vítima de histórias que nem ao menos são reais.

E para ser sincera nem sei como acabar com isso, mas eu tenho certeza que deixar-se controlar por sentimentos medíocres não é a saída. A maior motivação é entender que não somos o centro do mundo, mesmo dentro de uma sociedade cada vez mais individualista. Somos seres capazes, com uma mente tão brilhante que é habilidosa o suficiente para destruir a si própria.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Voltei!


Finalmente, depois de anos consegui entrar no meu blog! E minha primeira vontade foi de postar uma redação sobre Humor que fiz no ano passado, mas que ainda acho muito válida! Tá sem título porque eu estou com muito sono para pensar em um, mas tá ai :)


"O humor atual em sua maioria, não segue uma linha horizontal, concisa, de crítica social e lúcida. Porém avança na vertical, com piadas de mau gosto que visam ridicularizar um grupo para agradar uma parcela da população politicamente incorreta. 

Em primeira análise, encontram-se humoristas que utilizam a liberdade de expressão para ultrapassar os limites, com piadas de baixo nível. Um exemplo de falta de senso, é Rafinha Bastos, que publicou em seu “twitter” no dia das mães a seguinte frase: “ E aí, órfãos, dia triste hoje, não?”. Entretanto a infelicidade de um grupo não é motivo para chacota.

Em contrapartida, olha-se para o passado e tem-se na literatura, Manuel Antônio de Almeida. Que descreveu em seu único romance, personagens categóricas e denunciou problemas da sociedade da época de forma bem humorada e inteligentíssima. Dessa forma tem-se uma diferença gigantesca entre este humor e o que atualmente está em alta.

Em suma, a maior parte dos atuais humoristas precisa olhar para o passado e aprender a realinhar seu caminho. Procurar um humor que seja dotado de perspicácia e analise das estruturas sociais. Pois o humor é uma arte que traz reflexão e ajudará a conscientizar a população."